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sweetgoldenangel:

Eu vou começar essa singela homenagem à menina linda que inspirou a minha mãe a escolher o meu nome.

Aracelli Cabrera Crespo, nascida em Vitória, no dia 2 de julho de 1964. 

Antes de continuar, eu quero dizer que o nome Aracelli, vem do latim “Aracelis”, que significa “Altar do Céu”. Eu demorei muito tempo para descobrir o significado do meu nome, sempre me perguntavam se meu nome tinha origem italiana, mexicana… essas coisas, quando as pessoas me perguntavam: “Da onde sua mãe tirou esse nome?” ou “O que significa o seu nome?”, a minha única resposta por muitos anos era falar de Aracelli, a menina de 8 anos que foi brutalmente assassinada em 1973, e quando eu respondia à pergunta, as pessoas diziam: “Ah, eu me lembro desse caso.” Eu sinceramente não consigo entender como seres humanos, se é que podem ser chamados assim, podem fazer tal monstruosidade com uma criança, digo isso, porque tenho guardadas as fotos de como o corpo de Aracelli foi encontrado... acho que nunca vi algo tão terrível, e mesmo 39 anos depois do assassinato dela, o crime continua impune, tudo porque os responsáveis eram e são de família rica e importante. Infelizmente esse é o Brasil… são em momentos assim que me envergonho dessa nação. Hoje, sinto que devo isso à “Aracelli”, àquela menina linda, afinal se não fosse por ela, eu não me chamaria Aracelly, esse nome que tanto amo. Com “y”? Sim, minha mãe tinha que colocar um diferencial.

Caso Aracelli

Aracelli Cabrera Sanches Crespo (Vitória, 2 de julho de 1964 – Vitória, 18 de maio de 1973) foi uma criança brasileira assassinada violentamente em 18 de maio de 1973. Seu corpo foi encontrado somente seis dias depois, desfigurado e com marcas de abuso sexual. Trinta e nove anos depois, a data de sua morte foi transformada no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes pelo Congresso Nacional.

O crime

Aracelli era a segunda filha de Gabriel Crespo e da boliviana radicada no Brasil, Lola Sanchez. Viviam em uma casa modesta, na rua São Paulo, hoje Rua Aracelli Cabrera Crespo, no bairro de Fátima, na cidade de Serra (Espírito Santo), vizinha à cidade de Vitória, capital do estado do Espírito Santo.[1] [2]A ausência de Aracelli foi notada pelo pai, quando a menina não voltou para casa depois da escola, o Colégio São Pedro, em Vitória, no dia 18 de maio de 1973.Pensando se tratar de um sequestro, distribuiu fotografias da filha aos jornais.

O corpo da menina Aracelli foi encontrado 6 dias depois nos fundos do Hospital Infantil de Vitória (Hospital Jesus Menino). Uma das hipóteses era de que a menina teria sido mandada pela mãe para entregar um envelope a Jorge Michelini, tio de Dante, um dos suspeitos de sua morte. Chegando lá, os acusados a teriam drogado, estuprado e assassinado num apartamento do Edifício Apolo, no centro de Vitória. Porém, de acordo com a promotoria do caso (e depoimento de Marislei Fernandes Muniz) no dia 18 de maio de 1973, Aracelli esperava o ônibus depois da escola, e Paulo Helal, que estava em seu Mustang Branco, pediu para Marislei dizer à menina que ‘Tio Paulinho a chamava para levá-la para a casa’. Foi comprovado que a menina foi mantida em cárcere privado por dois dias, no porão e terraço do bar Franciscano, que pertencia à família Michelini. Tudo sendo do conhecimento de Dante Michelini, pai de um dos condenados, o Dantinho. Os rapazes, sob efeito de barbitúricos, teriam lacerado a dentadas os seios, parte da barriga e a vagina da menina. A menina foi levada agonizante para o Hospital Infantil, mas não resistiu. Os acusados ainda permaneceram com o corpo, mantiveram sob refrigeração, um ácido corrosivo foi jogado para dificultar a identificação do cadáver de Aracelli, e jogaram os restos mortais da menina num terreno próximo ao hospital infantil.

Os suspeitos do crime eram pessoas ligadas a duas famílias ricas do Espírito Santo. Os nomes dos envolvidos do caso eram Paulo Constanteen Helal, conhecido como Paulinho, e Dante Michelini Júnior, conhecido como Dantinho. Dante era filho do latifundiário Dante Michelini, influente junto ao regime militar, enquanto Paulinho era filho de Constanteen Helal, de família igualmente poderosa. Eles eram conhecidos na cidade como usuários de drogas que violentavam meninas menores de idade. O bando teria sido responsável também pela morte de um guarda de trânsito que havia lhes parado. Ambos foram citados nos artigos 235 e 249 do Código Penal.

Existem dois processos no Fórum Criminal de Vitória em que Aracelli Cabrera Sanchez Crespo aparece como requerente: No primeiro, atualmente numerado como processo 024.92.002914-7, aparecem como requeridos: Alexandrino Alves, Elson José dos Santos, Hermes Ferreira da Silva e Manoel Nunes de Araújo, réus nos artigos 312 e 327 do Código Penal brasileiro. No segundo, atualmente numerado como processo 024.91.003198-8, aparecem como requeridos: Dante Brito Michelini, Dante de Barros Michelini e Paulo Constanteen Helal, réus nos artigos 235 e 249 do Código Penal brasileiro.

Também foi apontada como suspeita, no “Caso Aracelli”, a mãe de Aracelli, Lola, que teria usado a própria filha como “mula” (gíria conhecida para pessoa que entrega drogas) para entregar drogas a Jorge Michelini. Lola, que seria um contato na rota Brasil - Bolívia do tráfico de cocaína, desapareceu de Vitória em 1981,residindo atualmente na Bolívia, tendo o pai de Aracelli, Gabriel Crespo, falecido em 2004.

Apesar de Paulo e Dante serem os principais suspeitos e de haver algumas testemunhas contra eles, os dois jamais foram condenados pela morte da Araceli, na época com 8 anos de idade. De acordo com o relato de José Louzeiro, autor do livro “Aracelli, Meu Amor”, o caso produziu 14 mortes, desde possíveis testemunhas até pessoas interessadas em desvendar o crime. Ele próprio, enquanto investigava o crime em Vitória para produzir seu livro-reportagem, teria sido alvo de “queima de arquivo”. De acordo com ele, um funcionário de hotel, pertencente à família Helal, teria lhe alertado de que estava correndo risco de morte. A partir de então, Louzeiro passou a preencher ficha num hotel e se hospedar em outro.

Aracelli foi sepultada, 3 anos depois, no Cemitério Municipal de Serra-Sede, no túmulo de número 1213, na cidade de Serra.

Investigações

Após o sargento José Homero Dias, quando estava prestes a finalizar as investigações, ser morto com tiros nas costas, o caso ficou esquecido por algum tempo. Clério Falcão, na época vereador que se elegera com a promessa de levar o caso Araceli até o fim, conseguiu a constituição de uma CPI na Assembléia Capixaba. Esta concluiu que houvera omissão da polícia local, interessada em manter distantes das suas investigações os reais assassinos, que eram figuras de prestígio. O crime repercutiu em todo Brasil, exigindo a devida apuração e a punição dos culpados.

A testemunha chave do caso foi Marisley Fernandes Muniz, antiga amante de Paulo Helal, que declarou que Aracelli fora violentada e dopada com forte dose de LSD, à qual não resistiu. O corpo da menina Araceli permaneceu no Instituto Médico Legal de Vitória até outubro de 1975, quando foi enviado para autópsia no Rio de Janeiro, sendo sepultado no ano seguinte, 1976, em Vitória. O perito carioca Carlos Eboli constatou que a causa mortis fora intoxicação exógena por barbitúricos, seguida de asfixia mecânica por compressão.

A partir de então, as famílias Helal e Michelini contrataram os doze melhores advogados de Vitória para destruir as provas do crime. Em 1980, Dante e Paulinho foram condenados pelo juiz Hilton Sily a 18 e 5 anos de reclusão, respectivamente. No entanto, a sentença foi anulada. Num novo julgamento, que ocorreu em 1991, eles foram absolvidos. Desde então, de acordo com Louzeiro, se tornaram “pais de família católicos, senhores acima de qualquer suspeita”.

18 de maio

A ideia de se celebrar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes surgiu em 1998, quando cerca de 80 entidades públicas e privadas reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do ECPAT no Brasil. O ECPAT é uma organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças surgida na Tailândia. Assim sendo, a então deputada federal Rita Camata, atuando como presidente da Frente Parlamentar pela Criança e Adolescente da Câmara dos Deputados, propôs um projeto de lei que estabelecia o dia da morte de Aracelli como Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

A Lei N° 9.970 foi sancionada em 17 de maio de 2000. Desde então, entidades que atuam em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes promovem atividades em todo o país para conscientizar a sociedade e as autoridades sobre a gravidade dos crimes de violência sexual cometidos contra menores.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_Aracelli

Referências:

(OBS: HÁ IMAGENS FORTES NOS LINKS, SÓ CLIQUEM SE ESTIVEREM PREPARADOS)

- http://mais.uol.com.br/view/9id6ewik0uts/araceli-cabrera-crespo-04028C1B316ACCA11326?types=A&

Comunidade no Orkut:

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=11853977

Descanse em paz, pequena.
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Relembrando os momentos há 17 anos atrás, aquele dia 18 de maio de 1995, eu saí para o colégio às 14:00 e sei que antes das 15:00/15:30, a senhora nos deixava. Eu lembro que me despedi de você antes de sair, na porta da área de serviço, estava chovendo e frio e eu naquele dia só tinha aula de Educação Física e tinha quase certeza que devido ao tempo ruim, a professora liberaria os alunos, eu lembro também que eu ainda comentei isso com a senhora, que estava pensando em até não ir para o colégio, mas resolvi seguir o conselho da senhora e fui. Péssimo conselho, hein, vó? Se eu tivesse ficado, você estaria aqui. E com certeza, se na volta pra casa, eu não tivesse parado no trabalho da minha mãe, teria chegado a tempo. Hoje, como há 17 anos atrás, está frio e o tempo chuvoso… e a música “Nem Um Dia” do Djavan,fica martelando na cabeça, foi a primeira música que ouvi depois que a senhora nos deixou, e ela combinou tanto com o dia, porque quando ela começou a tocar, eu estava na varanda, deitada na rede, segurando um livro e a chuva caindo…

Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro, e o pensamento lá em você, eu sem você não vivo, um dia triste, toda fragilidadeés manhã da natureza das flores, recriar a luz que me trará você…

Uma música que também me faz lembrar muito é a “Never Gone” dos Backstreet Boys:

“[I really miss you
There’s something that I gotta say]

The things we did, the things we said
Keep coming back to me and make me smile again
You showed me how to face the truth
Everything that’s good in me I owe to you

And all the distance that’s between us now may seem to be too far
it will never separate us, deep inside I know you are

Never gone
Never far
In my heart is where you are
Always close
Everyday
Every step along the way
Even though for now we’ve got to say good-bye
I know you will be forever in my life (yet)
Never gone

I walk alone these empty streets
There’s not a second you’re not here with me
The love you gave
The grace you showed
It’ll always give me strength and be my cornerstone
Somehow you found a way to see the best I have in me
As long as time goes on I swear to you that you will be

Never gone
Never far
In my heart is where you are
Always close (always close)
Everyday (everyday, yeah)
Every step along the way
Even though for now we’ve got to say good-bye
I know you will be forever in my life
Never gone from me

If there’s one thing I believe (I believe)
I will see you somewhere down the road again

Never gone
Never far
In my heart is where you are
Always close (always close)
Everyday (everyday)
Every step along the way
Even though for now we’ve got to say good-bye
I know you will be forever in my life (in my life)

Never gone
Never far
In my heart is where you are (in my heart is where you are)
Always close
Everyday
Every step along the way
Never gone
Never far
In my heart is where you are.”
Traduzindo…
“Nunca Se Foi”
(Eu realmente sinto a sua falta
Existe algo que eu tenho que dizer)

As coisas que fizemos, as coisas que dissemos
Continuam voltando para mim e me fazem sorrir
Você me mostrou como encarar a verdade
Tudo que é bom em mim eu devo a você

E toda a distância que há entre nós agora pode parecer muito distante
ela nunca vai nos separar, no fundo, eu sei que você está

Dentro de mim eu sei que você
Nunca se foi
No meu coração é onde você está
Sempre perto
Todos os dias
Cada passo durante este caminho
E mesmo que agora nós tenhamos que dizer adeus
Eu sei que você estará para sempre em minha vida
Nunca se foi

Eu caminho sozinho nestas ruas vazias
Não existe um segundo no qual você não está aqui comigo
O amor que você deu
A graça que você mostrou
Sempre me deu força e foi meu porto-seguro
De alguma forma você encontrou uma maneira de ver o que tem de melhor em mim
Enquanto o tempo passa eu juro que você vai estar

Nunca se foi
Distante jamais
No meu coração é onde você está
Sempre perto
Todos os dias
Cada passo durante este caminho
E mesmo que agora nós tenhamos que dizer adeus
Eu sei que você estará para sempre em minha vida
Nunca se foi para mim

Se há uma coisa que eu acredito (eu acredito)
Eu verei você em algum lugar desta estrada novamente

Nunca se foi
Distante jamais
No meu coração é onde você está
Sempre perto
Todos os dias
Cada passo durante este caminho
E mesmo que agora nós tenhamos que dizer adeus
Eu sei que você estará para sempre em minha vida (em minha vida)

Nunca se foi
Distante jamais
No meu coração é onde você está (no meu coração é onde você está)
Sempre perto
Todos os dias
Cada passo durante este caminho
Nunca se foi
Distante jamais
No meu coração é onde você está.”
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Hoje, dia 17.05, a senhora faria 95 anos… minha eterna guerreira, como eu a amo. Amanhã fará 17 anos que você se foi… e parece que foi ontem.

(Essa foto é apenas uma forma de homenageá-la).

A dor não desaparece, você só aprende a conviver com ela.

I miss you so much.

Não tenho nem ideia qual o ano dessa foto… deve ser 1989, 1990… algo por aí.

Sinto falta de tudo… de te ouvir me chamando de Lelinha, de sentar entre suas pernas enquanto a senhora ficava sentada na cadeira de balanço e mexendo no meu cabelo… sinto falta do seu cheiro, do seu perfume, de quando dormia abraçadinha contigo… a senhora sempre me protegia quando eu sentia medo de madrugada e corria para sua cama… e da família, eu fui a única para quem a senhora olhou nos olhos, poucos minutos antes de nos deixar e a última que te viu viva. Se eu pudesse mudar alguma coisa do passado… eu voltaria aquele dia 18.05.1995 e não teria ido para o colégio… eu teria te salvado. (‘:

Minha vozinha… quue nunca gostava de ninguém na sua cozinha, principalmente eu lavando loça, haha, eu lembro que era tão pequena, que eu precisava colocar um banco e subir. Vozinha, com quem eu aprendi a fazer bolo…

E muitas vezes eu me pergunto: Como seria se a senhora ainda estivesse por aqui?

Esteja no Céu, onde é o seu lugar e parabéns, vovó, pelo seu aniversário. ♥♥

Acho que nunca na minha vida, eu senti uma dor tão forte quanto a de te perder… e o vazio deixado por você, o vazio que eu senti nos primeiros dias… a dor que esmagou meu interior no exato momento em que a senhora estava sendo sepultada, e eu lembro que eu fui ao chão daquele cemitério de tanta dor, eu não conseguia entender, como alguém que eu amava tanto estava sendo coberta por tudo aquilo… são coisas que sempre ficarão marcadas em mim.

Eu a amo muito e sempre. ♥♥ Esteja em paz… porque a senhora, mãe de 12 filhos, sempre mereceu muito. ♥♥

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"Ora, se não sou eu, quem mais vai decidir o que é bom pra mim?"
Los Hermanos.   (via algunsdiasdechuva)
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algunsdiasdechuva:

E a gente vai vivendo novas histórias, abrindo novos sorrisos e seguindo em frente.

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"Se o homem realmente gosta, ele vai até o inferno por você. Ele vai sim, e ainda abraça o capeta se for preciso. Sabe por quê? Porque homens são previsíveis, se eles querem eles querem, se não querem, não querem. A raça dos homens não é complexa igual a nós mulheres, que sempre temos dúvidas, que sempre analisamos, pensamos, colocamos mil problemas e tal. Homem é tudo igual. Eu sei é clichê, mas é a mais pura verdade. Quando o cara quer, não tem distância, problemas, família, trabalho, tempo, futebol, estudo, mãe, unha encravada, barba por fazer, celular sem bateria, chuva, temporal, falta de dinheiro que o impeça de estar com você. É simples. É a realidade."
Tati Bernardi  (via algunsdiasdechuva)
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